O saneamento básico no Rio Grande do Norte ainda está longe de ser igual para todos. Embora o fornecimento de água tenha avançado, o tratamento e a coleta de esgoto continuam sendo um grave problema, principalmente no interior do estado. Em 2023, o RN ficou entre os piores do Brasil no quesito coleta de esgoto: menos de 27% da população tem acesso a esse serviço.
💧 Água chega à maioria das casas
Hoje, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) leva água tratada para 84,52% dos imóveis do estado. Isso significa que mais de 1,1 milhão de casas recebem água encanada regularmente — um avanço importante que ajuda na saúde e no bem-estar da população.
🚫 Mas o esgoto não tem o mesmo destino
Enquanto a água chega, o esgoto ainda é um problema sério. Apenas 26,69% dos domicílios têm coleta de esgoto, o que corresponde a cerca de 362 mil imóveis, distribuídos em apenas 46 dos 167 municípios potiguares. Ou seja: em mais de 100 cidades do RN, o esgoto ainda é jogado de forma inadequada no meio ambiente, o que pode causar doenças e poluir rios, lagoas e o solo.
E mesmo quando o esgoto é coletado, nem sempre ele é tratado. Em 2020, por exemplo, só 32,6% de todo o esgoto gerado no estado foi de fato tratado — o resto acabou indo para a natureza sem nenhum tipo de cuidado.
🏘️ Interior sofre mais
As cidades do interior são as que mais sofrem com essa desigualdade. A maioria não tem rede de esgoto e os moradores acabam usando fossas rudimentares ou lançando os resíduos em locais impróprios. Isso afeta diretamente a saúde das pessoas e a qualidade de vida. Doenças como diarreia, verminoses e infecções se espalham mais facilmente onde não há saneamento básico.
📉 Estado perde posições em rankings
Essa situação tem feito o Rio Grande do Norte cair de posição nos rankings nacionais de saneamento. Esses rankings comparam estados e cidades de acordo com o acesso da população a água tratada, coleta e tratamento de esgoto. Quando o estado cai nesses indicadores, isso significa que o serviço está piorando ou que outros estados estão avançando mais rápido.
🛠️ O que está sendo feito?
Apesar dos desafios, há esforços sendo feitos para mudar esse cenário. Em Natal, por exemplo, estão sendo construídas novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), especialmente na Zona Norte da cidade. Esses investimentos devem melhorar bastante os números da capital nos próximos anos.
Além disso, os projetos de saneamento estão sendo adaptados às regras do novo Marco Legal do Saneamento, que exige que todos os brasileiros tenham acesso a água tratada e esgoto até 2033. Isso significa que os municípios e o estado precisam correr para ampliar os serviços e garantir que todos sejam atendidos.
O Rio Grande do Norte precisa avançar muito no saneamento básico. A água já chega à maioria das casas, mas o esgoto ainda não tem destino certo em boa parte do estado. Investir em coleta e tratamento de esgoto é investir em saúde, qualidade de vida e no futuro das próximas gerações. A população, especialmente do interior, espera que esses investimentos cheguem com mais rapidez e eficiência. Saneamento é direito de todos — e não pode esperar.




