Dez dias após a entrada em vigor dos novos contratos médicos com as empresas Justiz e Proseg, a Prefeitura de Natal anunciou que as escalas de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão completas. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (11), durante visita do prefeito Paulinho Freire e do secretário de Saúde, Geraldo Pinho, à UPA da Cidade da Esperança, a maior da capital.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida já trouxe resultados: o tempo médio de espera caiu de quatro para duas horas, e o número de pacientes internados aguardando transferência para leitos foi reduzido pela metade. Só nos últimos dez dias, a UPA da Esperança realizou 3.997 atendimentos, com média de 18 consultas por hora.
O prefeito destacou que a mudança corrige uma distorção, já que os serviços funcionavam sem contrato formal há três anos. “O que nós fizemos foi regularizar o serviço, dar segurança jurídica e transparência. Não é possível manter um serviço essencial sem contrato”, disse Paulinho.
Apesar da regularização, a transição foi marcada por tensões. O Sindicato dos Médicos (Sinmed) foi acusado pelo prefeito de tentar atrapalhar o processo, e a Coopmed, antiga responsável pelas escalas, cobra o pagamento de R$ 65 milhões em honorários atrasados.
O secretário Geraldo Pinho também confirmou que os planos de terceirização da administração das UPAs continuam em pauta, mas estão temporariamente suspensos após determinação do Tribunal de Contas do Estado e decisão judicial.
👉 A Prefeitura promete avançar no diálogo com os órgãos de controle para retomar o cronograma. Enquanto isso, a gestão comemora a normalização das escalas e a melhora no tempo de espera dos pacientes.




