IMD e Justiça Federal lançam chatbot para facilitar acesso da população à Justiça


O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), em parceria com o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), está preparando uma novidade que promete transformar a forma como a população acompanha seus processos na Justiça. Trata-se de um chatbot baseado em Inteligência Artificial, que vai funcionar diretamente no WhatsApp.

Com o novo recurso, qualquer cidadão poderá consultar o andamento de processos, tirar dúvidas sobre trâmites jurídicos e até emitir documentos, como certidões, sem precisar enfrentar filas ou se deslocar até uma sede da Justiça Federal. A previsão é que a ferramenta seja lançada oficialmente até outubro.

Atendimento sem burocracia

Segundo o professor do IMD e coordenador do projeto, Elias Jacob Neto, a ideia é dar mais agilidade e acessibilidade.
“Muitas vezes, o cidadão precisa sair do interior só para saber em que pé está seu processo. Em casos de aposentadoria ou pedidos de medicamentos, essa espera pode ser crucial. O chatbot chega para oferecer um atendimento inicial rápido e acessível”, destacou.

Volume de processos cresce

O TRF5, que atende os estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Sergipe, tem registrado números impressionantes. Só em 2024, foram mais de 907 mil novos casos, e até setembro deste ano já são 680 mil processos em andamento. A maioria deles está ligada a juizados especiais federais, geralmente voltados para causas de pequeno valor e que envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Acessibilidade como prioridade

O chatbot também foi pensado para ser inclusivo: quem não sabe ler ou escrever poderá mandar mensagens de áudio e receber as respostas também em áudio, garantindo acesso real a todos.

Equipe e inovação

O projeto nasceu de um acordo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) firmado em 2024 entre o IMD e a Justiça Federal. A equipe é composta por 11 pesquisadores e alunos de áreas como Tecnologia da Informação e Direito, com participação de professores de diferentes especialidades.

A iniciativa mostra como a tecnologia pode aproximar a Justiça do cidadão e promete ser um divisor de águas no acesso à informação jurídica na região.


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