O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de um número significativo de presos políticos, incluindo a ativista Rocío San Miguel e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, como um gesto unilateral de paz.
As solturas, que começaram imediatamente, ocorrem sob o governo interino de Delcy Rodríguez e sem negociação prévia, embora Rodríguez tenha agradecido a intermediação de figuras como José Luis Rodríguez Zapatero, Lula da Silva e o governo do Catar.
Entre os libertados estão pelo menos cinco cidadãos espanhóis, que se preparam para retornar à Espanha com o apoio de sua embaixada, um ato que o governo espanhol saudou como um passo positivo.
A ativista Rocío San Miguel, diretora da ONG Controle Cidadão, foi presa em 2024 sob acusações de traição, terrorismo e conspiração, sendo considerada uma das presas políticas mais importantes.
Enrique Márquez, que se opôs ao reconhecimento da vitória de Maduro nas eleições de 2024, também foi libertado, tendo estado preso desde então.
A ONG Foro Penal estima que a Venezuela ainda tenha 806 presos políticos, embora o número tenha diminuído significativamente desde o pico após as eleições contestadas de 2024.